MOMENTO R7:
Enem 2011: professora de colégio com pior pontuação de SP fala que sente alunos desmotivados, mas se diz surpresa
Colégio estadual Aquilino Ribeiro, na zona leste, teve média de 438,35
Professora de química do colégio estadual Aquilino Ribeiro, que teve a pior nota das escolas de São Paulo avaliadas no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) 2011, Eliane Barbosa diz que ficou surpresa com o resultado. A docente da escola, que fica na região de Guaianazes, na zona leste de São Paulo, afirmou, porém, que sente seus alunos desmotivados. De acordo com dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), o colégio teve média geral de 438,35 no Enem, em uma escala que vai de 0 a 1.000. A melhor nota no Enem de São Paulo foi do Objetivo Colégio Integrado — que teve a maior pontuação também do País —, com média geral de 737, 15 no exame.
Segundo Eliane, que da aulas para o ensino médio e fundamental, a escola não tem grandes problemas entre alunos e diz que, apesar de a região ser considerada perigosa, os funcionários “não deixam a violência chegar até a escola”. Na visão dela, porém, os alunos estão desmotivados com o futuro e muitos não pensam em fazer uma faculdade.
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O R7 tentou contato com a coordenação da escola e Secretaria de Educação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Enem por escola
Os dados do Enem por Escola 2011 foram divulgados pelo MEC na tarde de quinta-feira (22). Os resultados são obtidos com base no desempenho dos estudantes do terceiro ano do ensino médio de escolas de ensino médio, públicas e particulares.
Essa nota serve como parâmetro para avaliar uma escola com relação às outras. A nota de cada instituição é calculada pela média entre o total de estudantes que fizeram o Enem e os pontos que eles obtiveram no processo seletivo.
Leia na integra a nota da Secretária de educação de São Paulo São Paulo é um dos poucos estados do Brasil que avançaram na melhoria do desempenho no Ensino Médio, como o próprio MEC mostrou nos últimos anos. Os dados do Ideb de 2011, apresentados em agosto deste ano, revelam que São Paulo foi o único estado do Brasil que, no Ensino Médio, além de superar todas as metas de melhoria do desempenho em Português e Matemática, já superou também as metas para 2013.
É preciso deixar claro, como o próprio ministro da Educação observou ao divulgar os resultados do Enem, que as escolas de Ensino Médio que se destacaram no exame, inclusive as federais, são aquelas que selecionam seus alunos.
Vale destacar que a obrigação da Educação de São Paulo não é com uma parte de seus estudantes, mas com todos eles, com toda a sociedade. Esse compromisso com a universalidade do ensino e médio tem sido um compromisso com a melhoria da qualidade. E os indicadores que mostram essa realidade não são os de um exame baseado em adesão, que é o Enem, mas o Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, da Prova Brasil, que é uma amostra significativa. Segunda Maria Lucia Barros, coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria da Educação, o resultado do desenvolvimento de ensino é a partir do Ideb.
— O resultado que pode apontar o desempenho do estado e das redes de ensino é o Ideb, que se baseia no Saeb, feito a partir de uma amostra representativa das escolas. Nesse indicador a rede estadual de São Paulo apresentou avanços significativos no Ensino Médio, se posicionando entre os estados apenas atrás de Santa Catarina. O Enem é uma avaliação por adesão individual dos alunos e, portanto, é equivocado utilizá-lo como referência para o resultado geral das redes de ensino.
São Paulo é um dos poucos estados do Brasil que já começaram a pôr em prática as ações destacadas pelo MEC como necessárias para a melhoria do Ensino Médio, como o fortalecimento do modelo de escola em período integral e a integração com o ensino técnico. Essas ações fazem parte do programa Educação — Compromisso de São Paulo, que tem como principais metas colocar o sistema educacional do Estado entre os melhores do mundo e fazer a carreira de professor ser uma das mais valorizadas entre os jovens.
Além disso, iniciativas importantes para educação já avançaram como a implantação de novas modalidades de recuperação do aprendizado, a reorganização da grade curricular, a política salarial definida para todo o quadriênio de 2011 a 2014, e a ampliação do quadro de professores, com a nomeação de mais de 23 mil novos docentes e a recente convocação de mais 10,8 mil concursados para o curso de formação específica.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo tem a maior rede de ensino do país. São 5,3 mil escolas, com cerca de 228 mil professores, que atendem a 4,3 milhões de estudantes diariamente.
(ADAPTADO DO PORTAL R7)

É preciso deixar claro, como o próprio ministro da Educação observou ao divulgar os resultados do Enem, que as escolas de Ensino Médio que se destacaram no exame, inclusive as federais, são aquelas que selecionam seus alunos.
Vale destacar que a obrigação da Educação de São Paulo não é com uma parte de seus estudantes, mas com todos eles, com toda a sociedade. Esse compromisso com a universalidade do ensino e médio tem sido um compromisso com a melhoria da qualidade. E os indicadores que mostram essa realidade não são os de um exame baseado em adesão, que é o Enem, mas o Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, da Prova Brasil, que é uma amostra significativa. Segunda Maria Lucia Barros, coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria da Educação, o resultado do desenvolvimento de ensino é a partir do Ideb.
— O resultado que pode apontar o desempenho do estado e das redes de ensino é o Ideb, que se baseia no Saeb, feito a partir de uma amostra representativa das escolas. Nesse indicador a rede estadual de São Paulo apresentou avanços significativos no Ensino Médio, se posicionando entre os estados apenas atrás de Santa Catarina. O Enem é uma avaliação por adesão individual dos alunos e, portanto, é equivocado utilizá-lo como referência para o resultado geral das redes de ensino.
São Paulo é um dos poucos estados do Brasil que já começaram a pôr em prática as ações destacadas pelo MEC como necessárias para a melhoria do Ensino Médio, como o fortalecimento do modelo de escola em período integral e a integração com o ensino técnico. Essas ações fazem parte do programa Educação — Compromisso de São Paulo, que tem como principais metas colocar o sistema educacional do Estado entre os melhores do mundo e fazer a carreira de professor ser uma das mais valorizadas entre os jovens.
Além disso, iniciativas importantes para educação já avançaram como a implantação de novas modalidades de recuperação do aprendizado, a reorganização da grade curricular, a política salarial definida para todo o quadriênio de 2011 a 2014, e a ampliação do quadro de professores, com a nomeação de mais de 23 mil novos docentes e a recente convocação de mais 10,8 mil concursados para o curso de formação específica.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo tem a maior rede de ensino do país. São 5,3 mil escolas, com cerca de 228 mil professores, que atendem a 4,3 milhões de estudantes diariamente.
(ADAPTADO DO PORTAL R7)
Segredo é "relaxar e manter a concentração", diz estudante aprovado em seis universidades públicas
Escutar música também é um dos truques do jovem para manter a calma
O estudante Leonardo dos Anjos Cunha conquistou, em 2011, o sonho de muitos de seus concorrentes. Aos 17 anos, foi aprovado nas universidades mais concorridas do País. Ele contou aoR7 como se preparou para o vestibular e deu dicas do que fazer na véspera da prova da Fuvest, que aplica a primeira fase do vestibular 2013 no próximo domingo. — Nada mais do que relaxar e manter a concentração. Para mim, estudar me deixava mais ansioso, então não dava muito certo. Além disso, é sempre bom verificar se você não está esquecendo documentos, material (lápis, caneta, borracha, régua) e confirmar o seu local de prova. Também é bom levar água e algo para comer durante a prova.
Escutar música é um dos truques do estudante. Ele conta que pensava em tudo aquilo que viveu durante o tempo de preparação.
— Independentemente do resultado, acreditava que tinha dado o meu melhor. O resultado seria consequência de todo meu esforço.
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Resultados
Cunha passou em 2º lugar para medicina na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em engenharia de automação e controle na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em engenharia elétrica na Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), Engenharia Eletrônica na Unifei (Universidade Federal de Itajubá) e IME (Instituto Militar de Engenharia) e ainda foi aprovado em engenharia eletrônica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
— Não esperava nenhum desses resultados. Apesar de ter me dedicado muito para o vestibular, sabia que a aprovação seria difícil, ainda mais nas colocações que consegui atingir.
O estudante afirma que a prova da Fuvest é muito bem formulada e bem distribuída.
— Certamente, ela consegue cumprir seus objetivos: selecionar os alunos mais bem preparados para uma dada carreira.
Preparação
Quando se preparava para os vestibulares Cunha ainda cursava o 3º ano do ensino médio. O jovem frequentava aulas das 7h às 14h. Depois, participava de algumas aulas voltadas para as olimpíadas cientificas e ficava estudando na biblioteca até às 20h, quando voltava para casa.
— Conseguia ir razoavelmente bem na maioria dos simulados, acertando de 82 a 90 questões. Após os simulados, via as questões que tinha errado e, antes de ver a resolução, tentava resolvê-las novamente. Acho que isso ajuda na hora de diagnosticar melhor as próprias dificuldades.
Atualmente Leonardo cursa o 1° ano de engenharia eletrônica no ITA.
— Escolhi o ITA pois percebi que era um dos melhores cursos de engenharia eletrônica do país, além da alta relevância que possui no mercado de trabalho nacional e até mesmo internacional.
* Colaborou Jéssica Rodrigues, estagiária do R7.

(AS INFORMAÇÕES E IMAGENS ACIMA FORAM ADAPTADAS DO PORTAL DE NOTÍCIAS R7.COM)
